Este blog é uma ferramenta indispensável para divulgar meu trabalho e para um enriquecimento dos que se dedicam a pesquisa em educação.

Usem sempre quando precisarem e, quando citarem é necessário que seja mencionado:
OLIVEIRA, Michele Pereira. www.educacaoeinclusao.blogspot.com
Obrigada, e estou a disposição sempre que necessário nos endereços de e-mail indicados.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Nessa longa jornada de trabalho, estudo e pesquisa, e diante do novo desafio da Educação Infantil, principlamente nas periferias dos grandes centros, deparei-me com uma realidade que levou-me a pesquisar e nesse momento de introspecção, de muita pesquisa, percebi que nada foi estudado a respeito deste assunto que pesquisei a fundo e desta pesquisa surgiu um projeto pioneiro que venho através deste post, oferecer às Secretarias de Educação Municipais e ou Estaduais, para possíveis parcerias. Garanto que é um projeto de valorização do profissional do Magistério, e uma alavanca política aos que se interessarem pela relevância impensada até o momento.
Assim, seguem meus contatos telefônicos ou eletrônico para contatos, consultorias nas áreas educacionais e curriculun:

 
Michele de Oliveira Pereira

Avenida das Esmeraldas, nº 11, Interlagos – Vila Velha – ES

Tel.: (27): 3242-3291 / 99228-3364- 98873-5146 – 99838-0711

Blog: www.educacaoeinclusao.blogspot.com

E -mail: oliveirapereiramichele@gmail.com

 

 

Escolaridade:

 

- Ensino Fundamental: Colégio Imaculada Conceição, Leopoldina – MG.

- Ensino Médio: Escola Estadual Professor Botelho Reis, Leopoldina, MG.

- Ensino Superior: Bacharelado em Ciências Contábeis pela Universidade Presidente Antônio Carlos, UNIPAC – Leopoldina, MG.

- Licenciatura Plena em Matemática pela FAFIA – Alegre – ES.

- Licenciatura Plena em Pedagogia com habilitação em Educação Infantil, Ensino Fundamental – 1º ciclo, e Gestão Educacional pelo CESA / FABRA – Serra – ES.

 

 Cursos Complementares:

 

- Pós Graduação Lato Sensu – Especializações:

- Educação Matemática, pela FIJ – RJ – 2008.

- Gestão Educacional, pela FDE – Vitória – ES - 2008 ;

- Educação Inclusiva, pela FDE – Vitória – ES - 2008;

- Educação de Jovens e Adultos pela FDE – Vitória – ES - 2009.

- Ciências da Educação – Faculdade Paraíso – Grupo Lusófona no Brasil – Rio de Janeiro – RJ - 2011

- Educação Integral e Saberes Populares – UFES – Vitória – ES – 2012.

 
- Mestrado em Ciência da Educação pela Universidade Lusófona –Portugal em convênio com o IPV – Vitória – ES – em curso – qualificação em março/2011 – Pesquisa Cotidiano e Violência escolar.


Cursos de formação continuada:

- Gestar II Matemática – Sedu/ ES e UNB – 300 horas.

- Multicurso Matemática – Ano II – 204 horas; III - 76 horas; e IV – 240 horas – SEDU/ES e Fundação Roberto Marinho.

 
- Avaliação em larga escala – PAEBES – CAED – UFJF – em curso 40horas. Out/dez – 2010.

- Pro-info MEC/SEDU – Elaboração de projetos através das TIC’s – 40 horas. Ago/dez – 2010.

- Prevenção de Drogas na escola - Curso de prevenção do Uso de Drogas para Educadores de Escolas Públicas – Edição – 2012 – UNB – 2013 – 300 horas.

Participação em Seminários e Cursos:

- Cidadania Digital – Educando com Responsabilidade e Tecnologia – SEDU e Rede Gazeta ES.

- Curso de Regressão de Memória – ABCP – Vitória – ES.

- I Seminário Capixaba do Bullying – 23 de dezembro de 2010 – 6 horas.

- Curso de Extensão: formação em educação integral – 2012 – 40 horas – UFES

- Programa de formação continuada em Avaliação Educacional de larga escala do PAEBES – 2010 – CAED UFJF – 40 horas

- Encontro de Formação de Educadores dos Programas Escola Aberta e Escola Integrada - V Fórum de Educação Integral – Prefeitura de Belo Horizonte – MG – 3 horas

- III Seminário de Avaliação Educacional – “O uso do resultado do PAEBES para a Qualidade da Educação. SEDU – 2012 – 8 horas.

 

Experiências Profissionais:

 

- Professora de Matemática da Rede Estadual – EEEFM Terra Vermelha – Fundamental II; EJA; EEEM Mário Gurgel – Ensino Médio - 5 anos de trabalho prestado na rede.

- Professora de Educação Infantil na UMEI Terezinha Pagotti efetiva na Prefeitura de Vila Velha – ES

Professora dos Cursos de Pós Graduação da FDE.

 

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Clicada no novo emprego, na nova função, na nova escola!

O link é esse: http://www.vilavelha.es.gov.br/noticias/umei-em-morada-da-barra-recebe-novos-alunos-2888 Novo emprego, nova empreitada, nova opção em educação. Precisava desse novo ar... 12 de setembro de 2012 às 17h00 - Atualizado em 12 de setembro de 2012 às 16h28 Umei em Morada da Barra recebe novos alunos Texto: Lohanna Mendes / Foto: Zanete Dadalto --------------------------------------------------------------------------------
A Unidade Municipal de Educação Infantil (Umei) Professora Francisca Amélia Pereira de Oliveira, em Morada da Barra, que iniciou as aulas há cerca de uma semana, recebeu mais 135 novos alunos com idade entre um e três anos. Além de uma escola nova, os alunos também passam a contar com novos equipamentos e recursos pedagógicos.



Escorregadores, cavalinhos, tatames, brinquedos de estimulação e playground são alguns dos materiais que tem garantido qualidade para o atendimento realizado, bem como tem garantido dinamismo e diversão dos alunos nos momentos de recreação.

A professora do Infantil V, Michele de Oliveira Pereira, destacou a importância dos momentos de brincadeira. “É um momento em que os alunos se socializam com os demais. Aprendem a dividir os brinquedos, a se respeitarem e estabelecem relações, o que é importante para o desenvolvimento deles”, destacou.

Os alunos, que já estão utilizando as dependências da nova unidade de ensino, aprovam os investimentos realizados para garantir comodidade e qualidade durante as aulas.Guthyerrez Ferreira e Hilari Teixeira enfatizaram: “A creche já estava bonita e agora está mais legal ainda", afirmaram.

Escola



A Umei Professora Francisca Amélia Pereira de Oliveira - que integra o Complexo Educacional formado também por uma Umef - conta com 12 salas de aula, uma sala multiuso, parquinho, biblioteca e espaços de recreação. A unidade disponibiliza 480 vagas para as crianças de até seis anos.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Importante! professores, leiam e repassem. Vamos aderir a essa corrente.

RESPOSTA À REVISTA VEJA Abaixo estou enviando uma cópia da carta escrita por uma professora que trabalha no Colégio Estadual Mesquita, à revista Veja. Peço por favor que repasse a todos que conhece, vale a pena ler. Sou professora do Estado do Paraná e fiquei indignada com a reportagem da jornalista Roberta de Abreu Lima “Aula Cronometrada”. É com grande pesar que vejo quão distante estão seus argumentos sobre as causas do mau desempenho escolar com as VERDADEIRAS razões que geram este panorama desalentador. Não há necessidade de cronômetros, nem de especialistas para diagnosticar as falhas da educação. Há necessidade de todos os que pensam que: “os professores é que são incapazes de atrair a atenção de alunos repletos de estímulos e inseridos na era digital” entrem numa sala de aula e observem a realidade brasileira. Que alunos são esses “repletos de estímulos” que muitas vezes não têm o que comer em suas casas quanto mais inseridos na era digital? Em que pais de famílias oriundas da pobreza trabalham tanto que não têm como acompanhar os filhos em suas atividades escolares, e pior em orientá-los para a vida? Isso sem falar nas famílias impregnadas pelas drogas e destruídas pela ignorância e violência, causas essas que infelizmente são trazidas para dentro da maioria das escolas brasileiras. Está na hora dos professores se rebelarem contra as acusações que lhes são impostas. Problemas da sociedade deverão ser resolvidos pela sociedade e não somente pela escola. Não gosto de comparar épocas, mas quando penso na minha infância, onde pai e mãe, tios e avós estavam presentes e onde era inadmissível faltar com o respeito aos mais velhos, quanto mais aos professores, e não cumprir as obrigações fossem escolares ou simplesmente caseiras, faço comparações com os alunos de hoje “repletos de estímulos”. Estímulos de quê? De passar o dia na rua, não fazer as tarefas, ficar em frente ao computador, alguns até altas horas da noite, (quando o têm), brincando no Orkut, ou, o que é ainda pior, envolvidos nas drogas. Sem disciplina seguem perdidos na vida. Realmente, nada está bom. Porque o que essas crianças e jovens procuram é amor, atenção, orientação e disciplina. Rememorando, o que tínhamos nós, os mais velhos, há uns anos atrás de estímulos? Simplesmente: responsabilidade, esperança, alegria. Esperança que se estudássemos teríamos uma profissão, seríamos realizados na vida. Hoje os jovens constatam que se venderem drogas vão ganhar mais. Para quê o estudo? Por que numa época com tantos estímulos não vemos olhos brilhantes nos jovens? E, nas aulas, havia respeito, amor pela Pátria.. Cantávamos o hino nacional diariamente, tínhamos aulas “chatas” só na lousa e sabíamos ler, escrever e fazer contas com fluência. Se não soubéssemos não iríamos para a 5ª. Série. Precisávamos passar pelo terrível, mas eficiente, exame de admissão. E tínhamos motivação para isso. Hoje, professores “incapazes” dão aulas na lousa, levam filmes, trabalham com tecnologia, trazem livros de literatura juvenil para leitura em sala-de-aula (o que às vezes resulta em uma revolução), levam alunos à biblioteca e a outros locais educativos (benza, Deus, só os mais corajosos!) e, algumas escolas públicas onde a renda dos pais comporta, até a "passeios interessantes", planejados minuciosamente, como ir ao Beto Carrero. E, mesmo, assim, a indisciplina está presente, nada está bom. Além disso, esses mesmos professores “incapazes”, elaboram atividades escolares como provas, planejamentos, correções nos fins-de-semana, tudo sem remuneração; Todos os profissionais têm direito a um intervalo que não é cronometrado quando estão cansados. Professores têm 10 minutos de intervalo, quando têm de escolher entre ir ao banheiro ou tomar às pressas o cafezinho. Todos os profissionais têm direito ao vale alimentação, professor tem que se sujeitar a um lanchinho, pago do próprio bolso, mesmo que trabalhe 40h semanais. E a saúde? É a única profissão que conheço que embora apresente atestado médico tem que repor as aulas. Plano de saúde? Muito precário. Há de se pensar, então, que são bem remunerados... Mera ilusão! Por isso, cada vez vemos menos profissionais nessa área, só permanecem os que realmente gostam de ensinar, os que estão aposentando-se e estão perplexos com as mudanças havidas no ensino nos últimos tempos e os que aguardam uma chance de “cair fora”.Todos devem ter vocação para Madre Teresa de Calcutá, porque por mais que se esforcem em ministrar boas aulas, ainda ouvem alunos chamá-los de “vaca”,”puta”, “gordos “, “velhos” entre outras coisas. Como isso é motivante..e temos ainda que ter forças para motivar. Mas, ainda não é tão grave. Temos notícias, dia-a-dia, até de agressões a professores por alunos. Futuramente, esses mesmos alunos, talvez agridam seus pais e familiares. Lembro de um artigo lido, na revista Veja, de Cláudio de Moura Castro, que dizia que um país sucumbe quando o grau de incivilidade de seus cidadãos ultrapassa um certo limite. E acho que esse grau já ultrapassou. Chega de passar alunos que não merecem. Assim, nunca vão saber porque devem estudar e comportar-se na sala de aula; se passam sem estudar mesmo, diante de tantas chances, e com indisciplina... E isso é um crime! Vão passando série após série, e não sabem escrever nem fazer contas simples. Depois a sociedade os exclui, porque não passa a mão na cabeça. Ela é cruel e eles já são adultos. Por que os alunos do Japão estudam? Por que há cronômetros? Os professores são mais capacitados? Talvez, mas o mais importante é porque há disciplina. E é isso que precisamos e não de cronômetros. Lembrando: o professor estadual só percorre sua íngreme carreira mediante cursos, capacitações que são realizadas, preferencialmente aos sábados. Portanto, a grande maioria dos professores está constantemente estudando e aprimorando-se. Em vez de cronômetros, precisamos de carteiras escolares, livros, materiais, quadras-esportivas cobertas (um luxo para a grande maioria de nossas escolas), e de lousas, sim, em melhores condições e em maior quantidade.. Existem muitos colégios nesse Brasil afora que nem cadeiras possuem para os alunos se sentarem. E é essa a nossa realidade! E, precisamos, também, urgentemente de educação para que tudo que for fornecido ao aluno não seja destruído por ele mesmo Em plena era digital, os professores ainda são obrigados a preencher os tais livros de chamada, à mão: sem erros, nem borrões (ô, coisa arcaica!), e ainda assim se ouve falar em cronômetros. Francamente!!! Passou da hora de todos abrirem os olhos e fazerem algo para evitar uma calamidade no país, futuramente. Os professores não são culpados de uma sociedade incivilizada e de banditismo, e finalmente, se os professores até agora não responderam a todas as acusações de serem despreparados e “incapazes” de prender a atenção do aluno com aulas motivadoras é porque não tiveram TEMPO. Responder a essa reportagem custou-me metade do meu domingo, e duas turmas sem as provas corrigidas. Vamos fazer uma corrente via internet, repasse a todos os seus! Grata Vamos começar uma corrente nacional que pelo menos dê aos professores respaldo legal quando um aluno o xinga, o agride... chega de ECA que não resolve nada, chega de Conselho Tutelar que só vai a favor da criança e adolescente (capazes às vezes de matar, roubar e coisas piores), chega de salário baixo, todas as profissões e pessoas passam por professores, deve ser a carreira mais bem paga do país, afinal os deputados que ganham 67% de aumento tiveram professores, até mesmo os "alfabetizados funcionais". Pelo amor de Deus somos uma classe com força!!! Somos politizados, somos cultos, não precisamos fechar escolas, fazer greves, vamos apresentar um projeto de Lei que nos ampare e valorize a profissão. Vanessa Storrer - professora da rede Municipal de Curitiba! Mesmo quem não atua como docente, um dia passou por uma escola e tornou-se o que você é hoje! COLABORE E ENVIE PARA SEUS AMIGOS(AS). Maria Fernanda

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Publicado em http://www.sedu.es.gov.br/




Palestras fortalecem conteúdo na Escola Judith da Silva Goes Coutinho





19/04/2012 - 15:47



Alunos da Escola Judith da Silva Goes Coutinho, localizada na Ponta da Fruta em Vila Velha, participaram do ciclo de palestras “Valorização do Ser Humano”. Eles tiveram a oportunidade de tirar dúvidas relacionadas ao mercado de trabalho, bullying nas escolas e a Lei Maria da Penha. Palestras motivacionais e apresentações diversificadas foram algumas metodologias usadas para enriquecer o conhecimento dos estudantes.



Durante a palestra "Mercado de trabalho” a psicóloga Daniella Heringer apontou questões relevantes como direitos e deveres trabalhistas, empregabilidade, comportamento e a relação entre patrão e funcionário.


Para reforçar a ideia, os estudantes produziram peças teatrais, exibiram a cartilha de orientação sobre a prática, em Power Point, e mostraram slides ilustrativos, com linguagem simples e contemporânea.



A Lei Maria da Penha foi o assunto que fechou o ciclo de palestras e a integrante do Conselho Municipal da Mulher, Vagna Araújo, orientou e tirou todas as dúvidas dos alunos. Vagna explicou como surgiu a lei e sua eficácia no Estado, que por sinal, tem aumentado a cada dia.



Vagna Araújo esclareceu ainda que a violência, doméstica quando promovida na presença dos filhos, pode causar consequências drásticas. A agressividade mental sofrida pela testemunha e o trauma que, na maioria dos casos, pode ser permanente, são algumas sequelas acarretadas pela cena criminosa.



Como forma de complementar o tema, a psicóloga Daniella Heringer frisou pontos cruciais para a boa convivência entre homem e mulher na sociedade atual.



A pedagoga da escola, Michele de Oliveira Pereira, disse que a participação dos alunos foi fundamental, e que as palestras irão colaborar para a formação em diferentes sentidos na vida dos alunos.



“A participação com perguntas e a interação direta nas temáticas foram muito importantes, pois assim cria-se a possibilidade de formar futuros cidadãos críticos, de opiniões seguras. Serão mais responsáveis no meio social e com a carreira profissional”, finalizou.



A iniciativa “Valorização do Ser Humano” da Escola Judith da Silva Goes Coutinho encerrou suas atividades no dia 11 de abril e contou com o apoio de todo o corpo pedagógico da unidade.







Escola Judith Góes promove palestra sobre DST e suas formas de prevenção






03/05/2012 - 16:32



Para conscientizar os estudantes quanto às Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs), a Escola Estadual Judith da Silva Góes Coutinho, em Vila Velha, realizou na noite da última quarta-feira (02) uma palestra sobre educação sexual.



O projeto foi desenvolvido pelas professoras de Biologia Carla Aparecida Couto e de Filosofia Maria Aparecida Ribeiro. A palestra teve como enfoque a orientação aos estudantes do 1° ao 3° ano do ensino médio quanto à necessidade e as formas de prevenção.



A pedagoga da unidade, Michele Pereira, ressalta a importância de formar cidadãos conscientes, críticos e capazes. “A intenção é estudar os conteúdos do ensino médio de forma dinâmica, com linguagem mais acessível e possibilitando a contextualização dos conhecimentos” afirmou.





Publicado em 03/05/2012 em http://www.sedu.es.gov.br/

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Bela homenagem!

LEI Nº 12.612, DE 13 DE ABRIL DE 2012. Declara o educador Paulo Freire Patrono da Educação Brasileira.








A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:



Art. 1o O educador Paulo Freire é declarado Patrono da Educação Brasileira.



Art. 2o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.



Brasília, 13 de abril de 2012



DILMA ROUSSEFF

Aloizio Mercadante

sábado, 21 de janeiro de 2012

Vele a pena ler. É no mínimo surpreendente, e, de tirar o chapéu se for veradeiro pensamento e a intenção!

Romário:

QUE PAÍS É ESSE????



Muito bom!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!





Parte de entrevista do ROMÁRIO ao jornalista Cosme Rimoli - TV Record .



- Você foi recebido com preconceito em Brasília?



Olha, vou ser claro para quem ler entender como as coisas são. Há o burro, aquele que não entende o que acontece ao redor. E há o ignorante, que não teve tempo de aprender. Não houve preconceito comigo porque não sou nem uma coisa nem outra. Mesmo tendo a rotina de um grande jogador que fui, nunca deixei de me informar, estudar. Vim de uma família muito humilde. Nasci na favela. Meu pai, que está no céu, e minha mãe ralaram para me dar além de comida, educação. Consciência das coisas... Não só joguei futebol. Frequentei dois anos de faculdade de Educação Física. E dois de moda. Sim, moda. Sempre gostei de roupa, de me vestir bem. Queria entender como as roupas eram feitas. Mas isso é o de menos. O que importa é que esta sede de conhecimento me deu preparo para ser uma pessoa consciente... Preparada para a vida. E insisto em uma tese em Brasília, com os outros deputados. O Brasil só vai deixar de ser um país tão atrasado quando a educação for valorizada. O professor é uma das classes que menos ganha e é a mais importante. O Brasil cria gerações de pessoas ignorantes porque não valoriza a Educação. E seus professores. Não há interesse de que a população brasileira deixe de ser ignorante. Há quem se beneficie disso. As pessoas que comandam o País precisam passar a enxergar isso. A Saúde é importante? Lógico que é. Mas a Educação de um povo é muito mais.



- Essa ignorância ajuda a corrupção? Por exemplo, que legado deixou o Pan do Rio?



Você não tenha dúvidas que a ignorância é parceira da corrupção. Os gastos previstos para o Pan do Rio eram de, no máximo, R$ 400 milhões. Foram gastos R$ 3,5 bilhões. Vou dar um testemunho que nunca dei. Comprei alguns apartamentos na Vila Panamericana do Rio como investimento. A melhor coisa que fiz foi vender esses apartamentos rapidamente. Sabe por quê? A Vila do Pan foi construída em cima de um pântano. Está afundando. O Velódromo caríssimo está abandonado. Assim como o Complexo Aquático Maria Lenk... É um escândalo! Uma vergonha! Todos fingem não enxergar. Alguém ganhou muito dinheiro com o Panamericano do Rio. A ignorância da população é que deixa essa gente safada sossegada. Sabe que ninguém vai cobrar nada das autoridades. A população não sabe da força que tem. Por isso que defendo os professores. Não temos base cultural nem para entender o que acontece ao nosso lado. E muito menos para perceber a força que temos. Para que gente poderosa vai querer a população consciente? O Pan do Rio custou quatro vezes mais do que este do México. Não deixou legado algum e ninguém abre a boca para reclamar.



- Se o Pan foi assim, a Copa do Mundo no Brasil será uma festa para os corruptos...



Vou te dar um dado assustador. A presidente Dilma havia afirmado quando assumiu que a Copa custaria R$ 42 bilhões. Já está em R$ 72 bilhões. E ninguém sabe onde os gastos vão parar. Ningúem. Com exceção de São Paulo, Rio, Minas, Rio Grande do Sul e olhe lá...Pernambuco... Todas as outras sete arenas não terão o uso constante. E não havia nem a necessidade de serem construídas. Eu vi onze das doze... Estive em onze sedes da Copa e posso afirmar sem medo. Tem muita coisa errada. E de propósito para beneficiar poucas pessoas. Por que o Brasil teve de fazer 12 sedes e não oito como sempre acontecia nos outros países? Basta pensar. Quem se beneficia com tantas arenas construídas que servirão apenas para três jogos da Copa? É revoltante. Não há a mínima coerência na organização da Copa no Brasil.



- São Paulo acaba de ser confirmado como a sede da abertura da Copa. Você concorda?



Como posso concordar? Colocaram lá três tijolinhos em Itaquera e pronto... E a sede da abertura é lá. Quem pode garantir que o estádio ficará pronto a tempo? Não é por ser São Paulo, mas eu não concordaria com essa situação em lugar nenhum do País. Quando as pessoas poderosas querem é assim que funcionam as coisas no Brasil. No Maracanã também vão gastar uma fortuna, mais de um bilhão. E ninguém tem certeza dos gastos. Nem terá. Prometem, falam, garantem mas não há transparência. Minha luta é para que as obras não fiquem atrasadas de propósito. E depois aceleradas com gastos que ninguém controla.



- O que você acha de um estádio de mais de R$ 1 bilhão construído com recursos públicos. E entregue para um clube particular.



Você está falando do estádio do Corinthians, não é? Não vou concordar nunca. Os incentivos públicos para um estádio particular são imorais. Seja de que clube for. De que cidade for. Não há meio de uma população consciente aceitar. Não deveria haver conversa de politico que convencesse a todos a aceitar. Por isso repito que falta compreensão à população do que está acontecendo no Brasil para a Copa.



- A Fifa vai fazer o que quer com o Brasil?



Infelizmente, tudo indica que sim. Vai lucrar de R$ 3 a R$ 4 bilhões e não vai colocar um tostão no Brasil. É revoltante. Deveria dar apenas 10% para ajudar na Educação. Iria fazer um bem absurdo ao Brasil. Mas cadê coragem de cobrar alguma coisa da Fifa. Ela vai colocar o preço mais baixo dos ingressos da Copa a R$ 240,00. Só porque estamos brigando pela manutenção da meia entrada. É uma palhaçada! As classes C, D e E não vão ver a Copa no estádio.

O Mundial é para a elite. Não é para o brasileiro comum assistir.



- Ricardo Teixeira tem condições de comandar o processo do Mundial de 2014?



Não tem de saúde. Eu falei há mais de quatro meses que ele não suportaria a pressão. Ser presidente da CBF e do Comitê Organizador Local é demais para qualquer um. Ainda mais com a idade que ele tem. Não deu outra. Caiu no hospital. E ainda diz que vai levar esse processo até o final. Eu acho um absurdo.



- Muito além da saúde de Ricardo Teixeira. Você acha que pelas várias denúncias, investigações da Polícia Federal... Ele tem condições morais de comandar a organização Copa no Brasil?



Não. O Ricardo Teixeira não tem condições morais de organizar a Copa. Não até provar que é inocente. Que não tem cabimento nenhuma das denúncias. Até lá, não tem condições morais de estar no comando de todo o processo. Muito menos do futebol brasileiro...



Entrevista concedida ao repórter Cosme Rímoli, da TV Record.









A África apresentou há alguns meses atrás o resultado final da Copa do Mundo: deu prejuízo e grande. Agora é a vez do Brasil. Fifa, CBF, políticos e os empreiteiros vão ganhar muito dinheiro. E o povo? Nada como sempre!

Apenas terá a obrigação de contribuir para pagar a conta.

Precisamos virar a cara para esses eventos literalmente sujos e mafiosos.

Quem teve a idéia de promover, o evento em nosso país, alguém sabe?

O Brasil é uma farsa, como sempre irá jogar a sujeira para debaixo do tapete.

Saúde, segurança, educação, saneamento, distribuição de renda......

domingo, 6 de novembro de 2011

Contos de fadas.

Alguém já parou para pensar como os contos de fadas e as histórias infantis de relacionam com os problemas sociais cotidianos, e como eles são fontes riquíssimas para promover debates, análises críticas, aprofundamentos e mudanças de posturas, principalmente nas salas de aula?

Analisem a historinha da Chapeuzinho Vermelho, tão presente na infancia de muitas gerações:
Que família era aquela?
- Uma família muito parecida com as famílias atuais, uma família de mulheres. Mãe, filha e avó. E o pai? onde aparece esse pai? - não aparece em momento algum da história. Chapeuzinho Vermelho era criada pela mãe, que por sua vez não morava perto da vovó, e que por sua vez, já era viúva, ou era simplesmente mãe solteira da mãe de Chapeuzinho.
E, em um belo dia, a menina se lança no mundo, para levar doces para a vovó, saindo da redoma de superproteção da sua mãe.
E aí, nos deparamos com os dois caminhos, que provavelmente indicam os caminhos do amadurecimento,  crescimento; um mais longo e outro mais curto.
Nesse caminho a menina encontra-se com o lobo - finalmente a figura masculina - de forma enganadora, será? ou será que por não ter a presença masculina ela não sabia como lidar com esse arquétipo? que a engana, a ludibria, a faz percorrer o caminho mais longo, o que chega antes dela na casa da vovó, que também por não ter a figura masculina em sua vida, é comida.
E, novamente, Chapeuzinho ´é enganada por esse lobo mau, até que chega o caçador! o redentor que lhe salva e a sua vó das garras do lobo malvado.
Essa realidade do lobo mau e do caçador está relacionado a questão da sexualidade, da busca do namorado ideal, do sofrimento com os amores malvados, e enfim o encontro com o amor tranquilo, que lhe salva.
Essas situações são cotidianas e trazer o conto de fada para a sala de aula é promover essa inteiração lúdica entre a história e as vivências de nossas crianças e adolescentes nas escolas.

Outra história interessante a ser recontada é a da Branca de Neve. E porque não Negra de Neve? Recriar essa história promovendo um trabaalho étinco racial na escola é um questão de promover uma relação intercultural. Como poderia ser essa Negra de Neve? Tão bonita quanto a Branca de Neve, tão pura quanto ela, tão mágica quanto ela. E dar nova cara a uma historia que prioriza o belo, mas o belo não tem cor, apenas é belo.

Também é possível trabalhar as questões da sexualidade usando as mesmas histórias. Por que a princesa tem que se apaixonar pelo príncipe? e porque não pela irmã do príncipe? porque as relações tem que ser heterossexuais? e não podem sobremaneira ser homossexuais? Vivemos em uma sociedade multicultural e que dá conta de inúmeras formas de relações.
Assim, abre-se o leque de forma sutil, e nada agressiva para mostrar que homo ou heterossexual as relações afetivas precisam ser encaradas com naturalidade e que tenham seu lado positivo exposto: ambos estão em busca do amor. 
É preciso implantar um cultura de paz em nossas escolas.
Então, vamos começar? 

sábado, 29 de outubro de 2011



Que educação

é essa?
Quem estamos
sendo permitidos formar?




sábado, 22 de outubro de 2011

Trabalho entregue, trabalho publicado! EDUCAÇÃO UM DIREITO PARA TODOS

Resumo



Este artigo trata dos desafios de se fazer valer os Direitos Humanos no ambiente escolar, seus desafios, ante uma sociedade corrompida, e as entraves encontrados política e socialmente para que todos possas cumprir seus deveres e tomar posse de seus direitos.

Palavras-chave: educação, Direitos Humanos, deveres.



Introdução

Nos dias atuais, fazer valer os direitos e cumprir com os deveres, têm se configurado uma tarefa árdua. Muitos cobram, poucos cumprem, e a sociedade se encontra perdida em seus desafios e distante de acompanhar a evolução que se interpõe nas relações humanas.

Quanto mais evolui a sociedade, mais direitos e deveres são conquistados e impostos e mais complexas se tornam as relações humanas. As famílias se remodelam, as necessidades aumentam e nos tornamos mais evoluídos em determinados segmentos. Entretanto, ainda há uma necessidade básica do ser humano que o torna capaz: a educação.

Assim, escola e família, têm a necessidade de trabalhar em parceria e exigir do Estado, o direito que lhes é dado ao nascimento. Tanto a escola quanto a família tem direitos e deveres desde sua concepção.

Ao ser construída a escola tem o dever de oferecer às famílias tudo que lhe compete por lei, e também tem o dever de cobrar da família seu dever enquanto família, e esta, da escola os seus deveres enquanto escola, e ambos do Estado, o que lhe é obrigação garantida por lei.

Entretanto, a relação família x escola x Estado, diante dos desafios sociais, tornam frágeis os contratos que devem ser estabelecidos para que a garantia da educação se faça com qualidade e realmente prepare novos cidadãos para assumirem os compromissos com a modernidade, com o mundo globalizado e que exige cada vez mais capacidade de transformação, adaptação e competição dos que buscam uma participação efetiva na sociedade a qual fazem parte.

Assim esse trinômio anteriormente citado, família x escola x Estado são o tripé fundamental para a garantia de manutenção de uma sociedade justa e igualitária.



1 – Dos direitos humanos.



[...] Artigo 26.

1. Todo ser humano tem direito à instrução. A instrução será gratuita, pelo menos nos graus elementares e fundamentais. A instrução elementar será obrigatória. A instrução técnico-profissional será acessível a todos, bem como a instrução superior, esta baseada no mérito.

2. A instrução será orientada no sentido do pleno desenvolvimento da personalidade humana e do fortalecimento do respeito pelos direitos humanos e pelas liberdades fundamentais. A instrução promoverá a compreensão, a tolerância e a amizade entre todas as nações e grupos raciais ou religiosos, e coadjuvará as atividades das Nações Unidas em prol da manutenção da paz.

3. Os pais têm prioridade de direito na escolha do gênero de instrução que será ministrada a seus filhos [...] (UNESCO, 1998, p.5).



Partindo desta afirmação estabelecida pelo Artigo 26 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, adotada e proclamada pela Resolução 217 A (III) da Assembléia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948, torna-se direito assegurado do ser humano a educação, e onde se põe o direito também se estabelecem deveres.

Deveres esses do Estado em garantir sua seguridade e da família em fazer valer os direitos das crianças à educação.

Diante do exposto, estão Estado e família cumprindo com seus deveres?

Quando observamos que há mais crianças buscando seu direito pela educação, e menos vagas do que deveriam nas escolas que são observadas pelas “listas de espera por vagas” é perceptível que o Estado tem falhado no seu dever de assegurar que a educação seja gratuita e direito do cidadão.

O mesmo se observa quando o precário estado das escolas públicas são postos a prova. Prédios depredados, sem condições de uso, sem oferecer muitas vezes as mínimas condições de trabalho aos professores e de aprendizagem ao aluno, uma vez que são precárias as condições de trabalho, também são as condições de aprendizagem.

No que diz respeito ao dever da família, também são propostos questionamentos, principalmente no que valoriza a participação da família no processo educacional de seus filhos quando podemos observar que esta a cada dia mais responsabiliza a escola pela “educação” de seus filhos. Educação? Não deveria ser ensino? Assim, em desvio de função a escola vem tomando para si funções que outrora eram familiares., caracterizando um enorme desafio para a escola contemporânea.

Assim, a educação que é um direito de todos passa a ser alvo de uma desigualdade social, entretanto, ainda, a educação é um pré-requisito necessário à liberdade civil, pois os direitos civis se destinam a ser utilizados por pessoas inteligentes e de bom senso, que aprenderam a ler e escrever, segundo Viana e Casari (2010, p.234).

Complementando o discurso dos autores anteriormente citados, Boto, faz a seguinte afirmação:

 
[...] É freqüente, no discurso da educação, oporem-se como antagônicas a idéia da democratização do ensino como extensão de oportunidades de acesso à escolarização e a idéia de uma qualidade de ensino que acompanhe padrões técnico-pedagógicos intrínsecos a uma suposta aplicação de teorias pedagógicas em sala de aula. O assunto contempla, portanto, a seguinte polêmica: geralmente, quando se irradia a instrução pública – com o fito de progressivamente universalizar seu acesso –, serão incorporadas populações anteriormente excluídas do acesso à escola [...] (BOTO, 2005, p. 778-779).
Teoricamente, a educação é um direito de todos, mas quando se aprofundam os estudos e se pretende pesquisar o assunto, é notável que apesar de garantir a igualdade, a educação não está acessível a todos.

Muitas são as estatísticas que apontam a falta de vaga nas escolas públicas, a falta de escolas em algumas regiões do país, os altos índices de evasão escolar, os altos índices de trabalho infantil, a comercialização da educação a altos custos, que distanciam a educação de ser direito de todos e dever do estado.

Quando o estado permite que crianças trabalhem (permite porque fiscaliza mal), suprime o direito comum, e ainda reforçam a ilegalidade e a concepção do trabalho escravo, ilegal e indigno, em detrimento da necessidade básica e distribuição democrática da educação para todos.

Quando o estado falta com seu dever de garantir a educação de qualidade e para todos, nos deparamos com escolas precárias e depredadas, salários baixos dos professores que vivenciam o declínio profissional, famílias alienadas e com o descompromisso com a educação dos filhos, aumento da violência nas escolas, vagas insuficientes para dar conta de toda a demanda.

[...] E, de qualquer maneira, é preciso transformar o tema em uma questão intelectual a se debater, especialmente quando nós, educadores, lidamos com o cotidiano das situações em que problemas relativos a valores – queiramos ou não – colocam-se no dia-a-dia de nossas salas de aula [...] (BOTO, 2005, p. 782).

Assim, diante do exposto, a função de educar em sala de aula, abarca problemas sociais muito maiores que a tarefa de transmitir e produzir conhecimento, uma vez que o professor e a escola tomam para si, funções que não são deles próprias, mas que se interpõem ao processo educacional e se avolumam para dentro dos muros da escola, mudando os rumos da educação e a função da escola que se confrontam com funções que não são dela próprias.

Ainda de acordo com Boto (2005, p. 784), práticas e rituais escolares inventam um modo distinto de ser humano, que, por sua vez, contrapõe-se com frontalidade aos particularismos das camadas populares e, por vezes, até mesmo à língua falada nas comunidades e nas famílias, reinventando sua prática educacional a fim de adaptá-la a nova realidade que se interpõe as novas necessidades da educação nos tempos autuais e da sociedade que exige cada vez mais da escola.

Ainda assim, continua o estado faltando com seu dever quando levanta a bandeira da educação para todos, quando ainda faltam vagas, faltam oportunidades e falta o princípio básico da democracia, fundando seu discurso meramente político, numa necessidade e direito do cidadão adquirido ao nascer,

 
[...] O equívoco dessa idéia reside em desconhecer que a extensão de oportunidades é, sobretudo, uma medida política e não uma simples questão técnico-pedagógica. A ampliação de oportunidades decorre de uma intenção política e é nesses termos que deve ser examinada. Aliás, não poderia ser de outra maneira, pois, qualquer que seja o significado que se atribua, atualmente, ao termo “democracia”, não se poderia limitar a sua aplicação a uma parcela da sociedade... Não se democratiza o ensino, reservando-o para uns poucos sob pretextos pedagógicos. A democratização da educação é irrealizável intramuros, na cidadela pedagógica; ela é um processo exterior à escola, que toma a educação como uma variável social e não como uma simples variável pedagógica [...] (BOTO apud AZANHA, 1987, p. 41).

Assim funda-se uma escola que ainda exclui, apesar de carregar consigo o preceito da igualdade, uma escola que é omissa, que é política e que se curva ante ela, que mascara as diferenças, que enfatiza o ter e não o ser, que assume responsabilidade que não são suas, que tomam para si funções de outros, que são superlotadas, que se submetem à precariedade que lhes é imposta, que não forma, apenas funciona como aparelho do estado, que não garante nada além com certificado de conclusão ao fim do processo a que ela se propõe, num movimento onde o estado finge que não vê a escola finge que não acontece tendo como vítimas a sociedade que busca na escola a garantia da inclusão.


[...] Existe um subterrâneo procedimento excludente interno à escolarização; advindo este de fatores que estão fora da escola: em nome do talento e do dom, é possível desqualificar a criança que se supõe não possuir a mesma capacidade dos outros.

A cultura escolar possui, de alguma maneira, um caráter atestador de um dado padrão cultural erudito e letrado, que inclui com facilidade aquelas crianças provenientes de famílias já incluídas no mesmo padrão de letramento erudito. Na outra margem, são da escola silenciosamente expurgados os jovens que não se identificam com o habitus e com o ethos institucional; jovens que não compartilham – por não terem conhecimento prévio – dos significados culturais inscritos na própria acepção de escola. Para Pierre Bourdieu, a educação escolar exerce sobre as camadas populares níveis sobrepostos de violência simbólica, dado que, além de referendar o capital cultural dos alunos pertencentes às camadas privilegiadas da população, convence aqueles que não são “herdeiros” da mesma cultura erudita de que são eles os responsáveis por seu próprio malogro na escola [...] (BOTO, 2005, p.788).


Assim, Boto (2005, p. 795), nos interroga a despeito das encruzilhadas para as quais este diálogo entre educação e direitos humanos nos possa conduzir, cabe recordar que, antes de tudo, uma escola de boa qualidade ainda é, pela lei e pelo direito consuetudinário, dever de Estado e direito subjetivo do cidadão. Que escola é essa?

Que se constrói, se desconstrói e se reconstrói, na tentativa de assegurar a igualdade, o direito de todos e de cumprir seu papel social ante uma sociedade que se remodela a fim de se solidificar para atender as demandas advindas da modernidade que se antepõe ao tempo, exigindo cada vez mais formação, cada vez mais capacitação e cada vez mais adaptação ao meio. É escola, entretanto, o instrumento formador, capacitador que é o mediador da evolução da humanidade que caminha rumo a superação, apesar de não ser a redentora dos pecados dessa mesma humanidade, que exclui os mais fracos, os menos preparados, os que menos tiveram oportunidades, reforçando a lei da dominância, da hegemonia.

Entretanto, Boto (2005, p. 795), afirma que:


[...] A escola traz, em sua dinâmica interna, a alegria da descoberta de uma cultura outra, que não é mesmo, nem deveria ser, a cultura do dia-adia. O domínio desse repertório clássico supomos ser valoroso para que o estudante decifre melhor enigmas e obstáculos de seu cotidiano. A escola deve ser – ela mesma, por seus ritos, práticas e gestos – esclarecedora, dado que, mesmo que o deseje, não foge da eleição de valores e de postulados de vida. A escola que socializa ensina também. Ensinar o quê? A alegria da descoberta daquilo que, sendo valioso, nem por isso deixa de ser difícil, daquilo que, sendo difícil, convida-nos à alegria cultural do encontro...[...]


Em uma análise mais passional que racional, a escola ternamente deveria ser o lugar de apropriação de conhecimento, entretanto, ainda há muito que se fazer, ainda há muitas muralhas a serem derrubadas bravamente para que a escola garanta a igualdade, a formação sem distinção, a liberdade do ser humano ante as amarras da ignorância do não saber, a constituição do ser humano pleno de seus direitos, capaz, crítico e transformador.


Conclusão


Socialmente, temos tanto deveres como obrigações. E, um dos direitos fundamentais do ser humano é o direito a educação, garantido por lei, e que deve ser exigido tanto da família, quanto da escola e do Estado. Entretanto, cada qual deve cumprir com suas obrigações.

As famílias em buscar seus direitos, o Estado em garantir vagas e na outra ponta a escola em garantir que a educação se dê de forma igualitária e com qualidade para todos.

Assim cada qual cumprindo com seu papel, na garantia do direito do ser humano ao nascer, caminharemos para uma sociedade justa, igualitária, que acompanha a evolução que é própria do homem em busca de transformação social, evolução científica e garantia de sobrevivência com qualidade.

A partir da garantia de uma educação que forme, que transforme e que liberte, mais igualitários e justos seremos socialmente.



quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Mãos hábeis, mãos débeis...

O homem é a síntese da evolução das espécies.
Totalmente dependente ao nascer, sobrevive na corda bamba ( ou bomba!) da caridade dos seus genitores. Uma noite ao relento, exposto às intempéries do tempo e à falta de alimento e agasalho, torna-se presa fácil da sua fragilidade.
Mamífero, e sem o desenvolvimento das suas funções motoras e inconsciente da sua vontade , é totalmente dependente de ooutrem. Sua evolução é lenta, sua coordenação vagarosa, e sua independência pode demorar décadas.
O homem ao nascer, vegeta, rasteja, permanece quadrúpede por meses até alcançar a máxima de ser bípede e se equilibrar sobre seus pés.
Em contínuo processo evolutivo, o homem escreve sua história. Do nascer ao morrer. Vive, sobrevive, sorri, chora, manipula, constrói, destrói, ama e fatalmente odeia.
Do fogo às bombas, da roda ao avião.
Do ieroglifo ao Tablet, do telegrama à rede que interliga computadores mundo a fora, tornando a comunicação um feito grandioso face à instantanidade, superando a grande invenção do telefone e da televisão.
O homem sempre supera e se supera a ponto de usar sua soberania ante às espécies e brinca de ser Deus.
O homem conseguiu superar o que pode pôr fim a sua espécie - a infertilidade, e bebês e mais bebês são fabricados em laboratórios tal qual um objeto em uma fábrica, e para superar esse feito, já se pode escolher sexo, cor de cabelos, de olhos, e não satisfeito com sua superioridade, reproduz e produz espécies animais, levando em conta a melhoria, o apuramento das espécies - o que nos retoma a um dos maiores devaneios contra a humanidade: o holocausto, a Segunda Guerra Mundial, quando a loucura de se purificar raças era pensado como algo possível.
Antes de purificar raça, o homem deveria pensar em purificar caráter.
Antes de querer brincar de ser Deus, o homem deveria reconhecer sua fragilidade.
Antes de querer ir a Lua, de descobrir novos planetas, o homem deveria preservar o SEU planeta, que é o único que tem.
Antes de querer superar a infertilidade, deveria aprender a não abandonar.
Antes de querer vencer a morte, deveria reconhecer-se frágil demais.
Antes de querer dominar, deveria plantar e cultivar florestas de PAZ, porque paz não se faz apenas com uma bandeira, mas com atitudes, com vontade com coragem.
Antes de alçar vôos cada vez mais altos, deveria entender que o corpo vira pó, mas a alma é eterna.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Até que enfim alguem procura corrigir o "ECA", sigla bem apropriada para o inominavel Estatuto. Já é era hora de se estabelecer deveres e restringir a enormidade de 'direitos' aos menores deliquentes.



Projeto de Lei 267/11


A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 267/11, da deputada Cida Borghetti (PP-PR), que estabelece punições para estudantes que desrespeitarem professores ou violarem regras éticas e de comportamento de instituições de ensino.

Em caso de descumprimento, o estudante infrator ficará sujeito a suspensão e, na hipótese de reincidência grave, encaminhamento à autoridade judiciária competente.

A proposta muda o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90) para incluir o respeito aos códigos de ética e de conduta como responsabilidade e dever da criança e do adolescente na condição de estudante.


Indisciplina

De acordo com a autora, a indisciplina em sala de aula tornou-se algo rotineiro nas escolas brasileiras e o número de casos de violência contra professores aumenta assustadoramente. Ela diz que, além dos episódios de violência física contra os educadores, há casos de agressões verbais, que, em muitos casos, acabam sem punição.

O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.





PASSEM PARA TODOS OS PROFESSORES....VAMOS APOIAR!!!!!!!



sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Pânico na escola!

Em uma semana vivemos em nossa escola duas situações de pânico total.
Quinta feira passada, vivemos um divisor de águas na Escola Terra Vermelha. O que antes era controlável, desse dia em dianta perdeu o controle. Quinta feira, vivemos uma rebelião entre os alunos, com a presença da PM que foi desacatada por eles e recebida a xingamentos, que em estado de nervosismo a flor da pele, gritava, apontava arma para os "visitantes" que adentraram os muros da escola, causando um pânico geral entre alunos e professores.
O que antes não passava de briga de menino, de palavrões, de ofensas suportáveis, tomou uma dimensão de alerta.
Carro de professor virou alvo, pneu furado, provavelmente em represália ao fechamento do buraco que havia sido feito no muro.
SImbolicamente, o buraco queria dizer muito: insatisfação, descontentamento, liberdade, livre acesso, e a falência do muro da escola.
Hoje, o pânico foi geral - uma pedrada que não se sabe de onde veio acertou em cheio a cabeça de uma menina que passava de bicicleta na rua (por azar, essa menina é sobrinha do chefe do tráfico), e um aluno em LA - liberdade assistida que matava aula no horário, do lado de fora da escola, foi quem a socorreu. Levou-a para casa e voltou. Entrou pelo portão de bicicleta e elegeu um culpado (indicado pelos próprios alunos) - vale ressaltar que foi verificada a participação do eleito na ação e refutada a hipótese - e desferiu-lhe socos no rosto, minutos após, a escola já tinha sido invadida por um traficante armado para matar o aluno que estava escondido e protegido na sala dos professores. CORRERIA TOTAL, GRITARIA GERAL - entre alunos e professores. Minha ação imediata foi comunicar os outros professores do risco que corríamos e fechar sala por sala, tirando os alunos do corredor.  Do lado de fora a bandidada estava de prontidão, esperando o primeiro que saísse, e gritando pela cabeça do menino. A polícia logo chegou para tomar as providências, logo vieram o pai do mesmo e uma tia da menina ferida. Com muito jeito e custo, conseguimos provar a inocência do menino e aliviar sua barra, uma vez que tínhamos certeza da sua inocência.
Quando achávamos que estava tudo controlado, chega-nos a noticia de que a escola seria invadida no turno vespertino. E nos encontramos refém de uma sociedade partida que leva toda uma sorte de problemas sociais para dentro da nossa escola.
Sob o olhar do panóptico de Foucault, a escola ainda, apesar de toda evolução, se estrutura sob a simbologia da fábrica, do hospício, do hospital e da cadeia.
Fábrica, quando ainda tentamos produzir modelos, formas iguais, regidos por um currículo igual sem respeitar as diversidades e os tempos/espaços dos educandos;
Hospicio quando vivenciamso loucuras que nos fazem reféns e que nos torna alienados;
Hospital uma vez que adoecemos na escola e pela escola, e vivemos em uma sociedade altamente doente e, cadeia quando ainda nos damos ao luxo de registrar ocorrênicias, de chamar reforços.
Existe toda uma problemática social que invade sem pedir licença nossas escolas e ainda não nos damos conta disso quando usamos a avaliação para determinados alunos como castigo e a reprovação como solução. Somos reféns da sociedade em que vivemos.

Os discursos presentes eram:

"aqui não tem perdão, fez morre!"
" o menino vai morrer, eles vão matar ele, se não for hoje vai ser amanhã, ele tem que sumir do bairro!"
"se houver aula, vão invadir a escola, esse é o recado da rua!"
"professora, meu irmão está lá embaixo, pode acontecer alguma coisa com ele!"
"meu filho, deixa eu levar ele embora daqui " pais que começaram a chegar para levar seus filhos embora da escola em meio a confusão.
"eu quero ir embora, abre o portão, senão a gente derruba!"
"não foi ele!"
"ele levou três socos na cara, que deu pra escutar o estalo do osso!"
"não pedimos para ninguém fazer nada, minha mãe mandou eu vir correndo pra escola pra resolver, porque ela sabia que eles iam bagunçar a escola."
"vou conversar com eles e pedir pra encerrar o assunto"
"vou "desembolar" a parada com o pessoal do movimento, eles vão dar conta dos socos que meu filho levou na cara, bateu, vai ter que pagar."
"aqui ninguém deixa pra depois"

No facebook as Professoras Luíza Alves de Geografia e  Joyce Alborguetti  de  História, trocaram os seguintes posts ontem dia 19/08/2011:

"Emoção do dia: se sentir na escola de Realengo! A diferença: não teríamos pra onde correr porque os portões (3) da escola estão trancados. Ver seus alunos chorando, e você, mais apavorada que eles tendo que manter a calma, enquanto chegam os policiais. Que des-envolvimento é esse que passa na TV? Que paz é essa? Que porra de educação é essa? Não tem ninguém sorrindo contente em Terra Vermelha com o des-envolvimento que nosso governador berra pra todo país que chegou ao ES" .

Também no facebook a professora Josi Freire de artes postou ontem o seguinte comentário:

".... OBRIGADO SENHOR por td ter acabado bem na escola, pensei que nunca fosse vivenciar coisa assim ...."


Foram momentos de pânico total, imprevisíveis (na dimensão), ou não! nossa escola virou uma panela de pressão, e o medo faz parte do nosso cotidiano, o envolvimento é inevitável, e quando nos damos conta, estamos no olho do furacão, tentando proteger os meninos, tentando trancá-los nas salas e manter a calma. Quase impossível! A gritaria foi geral, o pânico também. Sei que essa é só mais uma das ocorrências, sei que algo pior pode acontecer, e não aconteceu ontem por muito pouco!